• Supremo Conselho de Portugal

Coluna dirigida ao XIV Grão-Mestre da Grande Loja Nacional Portuguesa

Muito Respeitável Grão-Mestre da Grande Loja Nacional Portuguesa,

Muito Respeitáveis Irmãos nos vossos Graus e Qualidades,


É uma honra para o Supremo Conselho de Portugal e para mim, particularmente, saber que os vossos trabalhos são a favor do Rito Escocês Antigo e Aceite, tendo em conta, naturalmente, que a Maçonaria é um facto social, não escapando a essa regra e isso é perfeitamente compreensível, porque o maçon é um ser que vive o seu tempo e não fica à margem da agitação que o rodeia.


Ao utilizarem, exclusivamente, o Rito Escocês Antigo e Aceite, na tranquilidade dos vossos templos, este, apresenta-se como uma mansão de serenidade, que pela reflexão que suscita, protege os seus adeptos dos rudes golpes recebidos do mundo exterior. E isto é perfeitamente certo para o Rito Escocês Antigo e Aceite, cuja divisa é, e relembro, Ordo ab Chao.


É com este espírito de serenidade, de confiança, de tranquilidade que vos digo que o Supremo Conselho de Portugal subscreveu e há muito a declaração de princípios da Convenção de Lausana de 1875, que reconhece e proclama a existência de um Princípio criador, reconhecido como Grande Arquiteto do Universo. Mas dizer princípio é dizer primeira causa ativa e original.


Pertencemos a Lojas de S. João, como testemunha o Volume da Lei Sagrada, aberto no prólogo do 4º Evangelho.


Ostentamos as Três Grandes Luzes da Maçonaria.


A Bíblia, para Nós, membros do Rito representa um símbolo magno do Rito Escocês Antigo e Aceite e não um livro de qualquer religião revelada, mesmo que seja a sua.


Ao longo da minha vida em defesa do Rito Escocês Antigo e Aceite não deixei de me confrontar com alguns, que promovem e espalham perturbação no espírito dos Irmãos insuficientemente instruídos nas Histórias e nas raízes do Rito Escocês Antigo e Aceite.


O Rito Escocês Antigo e Aceite é um rito iniciático racional.


Como, por vezes, também há quem tente confundir tradição com conservadorismo, da mesma maneira que confundem espiritualidade com religião, confundindo, ainda, modernidade e modernismo.


No entanto, hoje, é um dia para grandes festividades.


Como não posso estar presente fisicamente, não queria deixar de agradecer o amável e bondoso convite recebido para estar presente num tão importante acto da Grande Loja Nacional Portuguesa. Um acto ao serviço da Maçonaria!


Também não podia deixar de endereçar ao XIII Grão-Mestre da Grande Loja Nacional Portuguesa um profundo agradecimento pela defesa do Rito Escocês Antigo e Aceite, até ao último dia do seu mandato. Como não posso deixar de saudar o XIV Grão-Mestre da Grande Loja Nacional Portuguesa, na pessoa do Muito Respeitável Irmão João Pavão, pela sua eleição e tomada de posse. A Grande Loja Nacional Portuguesa está de parabéns!


Uma Grande Loja promover a tomada de posse do seu XIV Grão-Mestre é sinónimo de trabalho e de dedicação de muitos homens, ao longo de muitos anos e que desafiaram o tempo. Uma saudação especial para todos eles e a minha solidariedade com a vossa cadeia de união, até com os que já partiram para Oriente Eterno.


Um abraço fraterno muito amigo a cada um de Vós, pela defesa e difusão do Rito Escocês Antigo e Aceite, na Grande Loja Nacional Portuguesa.


Por isso, os meus mais sinceros votos de felicidades para o XIV Grão-Mestre da Grande Loja Nacional Portuguesa, para todos os seus Grandes Oficiais e para todos os Irmãos nos vossos Graus e Qualidades. Que a vida vos sorria, sempre!


Renovados agradecimentos e com muitas felicidades futuras.


Abraço-o, Irmão João Pavão, com muita estima e admiração.


Sede Social da Ordem, Zénite em Portugal, 18 de setembro de 2021


Álvaro Carva


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