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José Albino Prodêncio, 33º

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Muitos maçons questionam-me sobre a especificidade do Rito Escocês Antigo e Aceite.

 

Permitam-me assim que escreva hoje sobre a especificidade do Rito Escocês Antigo e Aceite e dos critérios mínimos de um processo iniciático no seio dos Altos Graus, tal como o concebemos e praticamos.

 

A saber:

 

 

A Iniciação é uma busca espiritual que se funda na proclamação através do Rito da existência de um Princípio Superior, conhecido pelo nome de “Grande Arquitecto do Universo”.

A procura da verdade não pode estar submetida a nenhuma limitação nem determinação dogmáticas. O que implica o direito e o dever, para cada membro do Rito, de interpretar o conceito de Grande Arquitecto do Universo e dos símbolos segundo a sua própria consciência.

A intenção iniciática concebe e pratica-se no cumprimento do respeito constante pelos valores da pura e autêntica Tradição do Rito. Cada etapa do percurso iniciático deve permitir descobrir a filiação da Tradição, graças à interpretação das lendas e dos símbolos.

O processo iniciático não pode existir e a iniciação não será válida se não provém de um iniciador reconhecido por uma autoridade directora: a do Supremo Conselho. E no caso concreto do Supremo Conselho de Portugal.

O respeito do propósito iniciático implica a necessidade de “zelar pela protecção e conservação dos rituais, baseando-se nos princípios fundamentais e nas fontes autênticas do Rito, no respeito pelas suas tradições e usos e ao poder soberano de cada Supremo Conselho determinar as adaptações mais adequadas a esse fim, sem que possa confundir-se a unidade do Rito com a uniformidade”; “uma perfeita execução dos rituais, veículos dos “corpus” simbólico e lendário do Rito, que conferem à iniciação o seu valor espiritual”; “uma participação activa do adepto nos rituais, a fim de que viva pessoal e intensamente cada etapa da sua trajectória iniciática”.

A via iniciática é um lento processo de construção pessoal e colectiva do adepto mediante a assimilação progressiva do ensinamento de cada grau do Rito.

O processo iniciático, por consequência, deve ser organizado, quanto à sua duração, de maneira progressiva e segundo um ritmo apropriado, ajuizando o respeito de certas etapas mediante uma apreciação da aptidão do adepto para ser admitido num grau superior em função da sua evolução espiritual e moral.

Esse progresso será balizado, ao cabo da sua duração, pelas necessárias etapas sucessivas: graus de perfeição, graus capitulares, graus do Areópago e cada um dos três últimos graus.

O compromisso em todo o processo iniciático impõe regras de obediência e de fidelidade à Ordem e de respeito pelos juramentos prestados.

O propósito iniciático incita o adepto a actuar no mundo, a praticar a benemerência e a justiça e a trabalhar sem parar pelo progresso e felicidade da humanidade.

Os Supremos Conselhos reafirmam a proibição de toda a polémica com respeito a assuntos de carácter político ou religiosos.

 

Porque somos TRADICIONAIS?

 

Porque usamos na Tradição o Rito Escocês Antigo e Aceite? O que é o Rito Escocês Antigo e Aceite?

 

É um rito iniciático, maçónico, tradicional e universal, que consta de 33 graus. Mediante a iniciação, permite ao Homem aceder ao conhecimento de certos mistérios que não se podem alcançar através de estudos livrescos mais ou menos eruditos.

 

O ensino gradual que oferece aos seus adeptos tem como fim o aperfeiçoamento do Homem para melhorar o bem-estar material e moral da humanidade e sua emancipação progressiva e pacífica.

 

Tendo presente esta definição, o Rito Escocês Antigo e Aceite não se distinguiria de uma universidade, em que, através de um ensino específico, se adquire saber. Inclusive podia-se compará-lo com um centro sócio-cultural ou com uma associação com fins humanitários, se ficássemos nesse primeiro nível de análise. Quiçá, poderíamos precisar mais, considerando o segundo aspecto do Rito: o enfoque maçónico.

 

A Maçonaria apresenta-se, efectivamente, como uma abertura do pensamento conducente a uma arte de viver, mediante uma reflexão que não impõe nenhum limite à busca da Verdade. Poderíamos dizer, em relação a este, de uma Arte liberal, no sentido mais realista e mais amplo.

 

Podemos perguntar-nos, legitimamente, como se posiciona o Rito. A sua existência demonstra há mais de 200 anos de que está sempre vivo e atractivo para os homens que desejam dar um sentido à sua vida na nossa sociedade actual, angustiada com as mutações que a agitam.

II Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho de Portugal,

 

José Albino Prodêncio, 33.º

 

2010 - present

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